01 · Visão geral

De que projeto se trata?

A Universidade de Bengasi é o coração académico da segunda cidade da Líbia, o campus que as pessoas ainda chamam Garyounis. As suas coberturas cobrem salas de aula, gabinetes e pátios que uma cidade em guerra e em paz continuou a usar. Quando essas coberturas falham, as aulas falham com elas.

Uma poliureia flex com acabamentos alifáticos foi aplicada em mais de 25.000 metros quadrados, e a obra ficou concluída em 30 dias no início de 2025. A química da Krypton Chemical é o que tornou esse ritmo possível sem abdicar da espessura.

EdifícioUniversidade de Bengasi, antiga Garyounis
LocalBengasi, Líbia
ÁreaMais de 25.000 m²
ConclusãoEm 30 dias, comunicado em fevereiro de 2025
SistemaPoliureia flex com acabamentos alifáticos

02 · Desafio

Que requisitos tinha a obra?

Uma cobertura de campus é um campo de sumidouros, platibandas e instalações técnicas. O sol de Bengasi é duro para qualquer filme deixado nu. A membrana tinha de ir ao chão com rapidez, permanecer elástica e depois receber um acabamento que viva à luz.

Edifício principal da Universidade de Bengasi
Edifício principal, Universidade de Bengasi

03 · Solução

Que sistema foi especificado?

A poliureia de projeção a quente constrói a impermeabilização numa só passagem. Os acabamentos alifáticos recebem o sol, para que o filme aromático por baixo não fique a esfarelar à luz plena do dia. Esse emparelhamento é como uma cobertura enorme se torna ao mesmo tempo rápida e durável.

04 · Execução

Como foi executado o sistema?

O betão é preparado antes de qualquer aplicação de resina. A Polyurea Rayston, poliureia pura projetada a quente da Krypton, exige um suporte plano, compacto e coeso. A resistência ao arrancamento deve ser de pelo menos 1,4 N/mm². As fissuras são abertas e preenchidas previamente. Abre-se o poro por jato de areia a alta pressão ou por abrasão, e aspira-se o pó. A humidade do betão deve ficar abaixo de 4 %. A temperatura do betão situa-se entre 10 e 40 °C, e o ar deve ficar abaixo de 85 % de humidade relativa. Se houver suspeita de humidade ascendente na laje, aplicam-se duas demãos de primário epóxi, a segunda com polvilhamento de areia de quartzo. O metal é limpo e recebe um primário de poliuretano. É essa aderência que evita a formação de bolhas quando a estrutura aquece.

Uma cobertura no Egito está sujeita a sol direto, a grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite e ao pó trazido pelo vento. A membrana tem de manter a elasticidade enquanto a laje se movimenta, e uma película aromática sem proteção perde cor, embora mantenha a resistência.

A projeção é feita a quente e a cura é rápida. Os dois componentes são aquecidos a cerca de 25–30 °C antes de se carregarem no equipamento. No equipamento, os componentes trabalham a temperaturas mais altas: cerca de 65 °C na resina, 75 °C no isocianato e 65 °C na mangueira. A pressão na pistola é de pelo menos 140 bar. O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. O tempo de gel é cerca de 4 segundos a 25 °C. A superfície deixa de ter pegajosidade em segundos, não em horas. A dureza sobe de cerca de 28 Shore A aos cinco minutos para cerca de 88 Shore A ao fim de quatro dias. A espessura total deve ser obtida numa única passagem. Onde um canto precisa de uma segunda passagem, esta deve seguir dentro de cerca de duas horas.

Numa obra em funcionamento, a rapidez de cura é a grande vantagem prática. Remates verticais, sumidouros e cantos interiores podem ficar concluídos antes da chegada do lote seguinte. A película é elástica. O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa, com resistência ao rasgamento à volta de 69 N/mm. Faz ponte sobre as fissuras em vez de romper quando o betão se movimenta.

Polyurea Rayston é aromática. A luz do sol mudará a cor. A resistência não segue a cor. Uma face exposta acaba-se com um poliuretano alifático como Colodur ou Impertrans quando o aspeto importa. Uma floreira enterrada ou o interior de um depósito não precisa dessa demão para conservar a resistência. A resistência às raízes ensaia-se segundo CEN/TS 14416, que é o ponto inteiro junto a arbustos e solo húmido. A absorção de água é muito baixa, cerca de 0,002 kg/m²·h^0,5, o que permite a uma membrana fina manter o teto seco. Os ensaios químicos colocam o filme na classe II contra 25 % de sal e na classe III contra sulfureto de hidrogénio e 10 % de ácido sulfúrico. Ensaios de migração para água potável e uma aprovação de material WRAS constam da mesma ficha técnica, o que importa quando um depósito retém água que as pessoas vão usar. O produto tem marcação CE segundo EN 1504-2 e Avaliação Técnica Europeia 16/0148. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.

Ficha técnica da Polyurea Rayston

Depois da projeção, o trabalho decisivo está nos pontos singulares. Os sumidouros têm de ficar integrados na película e não rematados com mástique no dia seguinte. Os remates verticais pedem a mesma espessura que o fundo. Solo, água ou tráfego pedonal devem esperar até a dureza ter subido, o que nesta poliureia é uma questão de horas para contacto ligeiro e de dias para a cura plena. Uma membrana aromática exposta deve receber o acabamento alifático antes do primeiro verão. Um enterrado quer a placa de proteção e a drenagem antes do aterro. É disciplina habitual de obra, e é o que permite a uma membrana rápida ainda estar ali daqui a vinte anos.

05 · Resultado

O que tem de garantir esta obra?

Mais de 25.000 metros quadrados, fechados num mês, numa universidade de que a cidade depende. O ritmo é a prova. Uma membrana que precisa de uma semana entre demãos não teria conseguido isto.

06 · Produtos

Que produtos compõem o sistema?

Polyurea Rayston

Poliureia pura projetada a quente. Espessura típica 1,5–2 mm. Alongamento 324 %. Resistência às raízes ensaiada segundo CEN/TS 14416.

Ficha técnica

07 · FAQ

Perguntas frequentes

Qual é o tempo de gel da poliureia?

Polyurea Rayston gelifica em cerca de 4 segundos a 25 °C e deixa de estar pegajosa em segundos. A dureza final só é atingida ao fim de alguns dias.

Faz a pontagem de uma fissura?

O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa. A película foi concebida para alongar com o betão ou com o painel metálico, em vez de rasgar com o movimento.

Que espessura tem a poliureia?

O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.

A luz do sol danifica-o?

A cor pode virar porque a resina é aromática. A resistência mantém-se. Um acabamento alifático acrescenta-se onde o filme permanece ao sol.

Que humidade pode ter o betão?

A humidade do suporte deve ficar abaixo de 4 %, com betão entre 10 e 40 °C. Em betão com mais humidade aplica-se um primário epóxi polvilhado com quartzo.

08 · Fotos

Na obra

Edifício principal da Universidade de Bengasi
Edifício principal, Universidade de Bengasi
Entrada da Universidade de Bengasi
Entrada do campus, Bengasi

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