Impermeabilização das coberturas da Tharwa Buraida
As coberturas da Tharwa Buraida foram impermeabilizadas com poliureia de projeção a quente em 2019, sob um sol que move a laje todos os dias.
01 · Visão geral
De que projeto se trata?
As coberturas da Tharwa Buraida tomam o dia egípcio em força total. Sol duro ao meio-dia, uma queda nítida depois de escurecer, pó no vento. A laje move-se, e a água encontrará uma fissura que um revestimento rígido abriu.
Em 2019 essas coberturas receberam uma membrana de poliureia projetada. O ponto era um filme que permanece elástico nesse salto diário, pormenorizado uma vez em torno dos sumidouros, e não trazido de volta todos os verões para outra demão.
| Local | Tharwa Buraida |
|---|---|
| Ano | 2019 |
| Âmbito | coberturas |
| Sistema | poliureia pura projetada a quente |
02 · Desafio
Que requisitos tinha a obra?
O movimento térmico é o problema. O betão ou o metal cresce no calor e encolhe à noite. Um revestimento que não consegue alongar escreve cada fissura do suporte no teto por baixo. Sumidouros e platibandas são onde isso se vê primeiro.
03 · Solução
Que sistema foi especificado?
Polyurea Rayston projeta-se a quente, a uma espessura habitual de cerca de 1,5–2 mm, e gelifica em segundos. A espessura é a mesma num vão plano e num remate. Um acabamento alifático é o acabamento certo onde o filme permanece à luz, porque a resina virará de cor mesmo que conserve a resistência.
04 · Execução
Como foi executado o sistema?
O betão é preparado antes de qualquer aplicação de resina. A Polyurea Rayston, poliureia pura projetada a quente da Krypton, exige um suporte plano, compacto e coeso. A resistência ao arrancamento deve ser de pelo menos 1,4 N/mm². As fissuras são abertas e preenchidas previamente. Abre-se o poro por jato de areia a alta pressão ou por abrasão, e aspira-se o pó. A humidade do betão deve ficar abaixo de 4 %. A temperatura do betão situa-se entre 10 e 40 °C, e o ar deve ficar abaixo de 85 % de humidade relativa. Se houver suspeita de humidade ascendente na laje, aplicam-se duas demãos de primário epóxi, a segunda com polvilhamento de areia de quartzo. O metal é limpo e recebe um primário de poliuretano. É essa aderência que evita a formação de bolhas quando a estrutura aquece.
Uma cobertura no Egito está sujeita a sol direto, a grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite e ao pó trazido pelo vento. A membrana tem de manter a elasticidade enquanto a laje se movimenta, e uma película aromática sem proteção perde cor, embora mantenha a resistência.
A projeção é feita a quente e a cura é rápida. Os dois componentes são aquecidos a cerca de 25–30 °C antes de se carregarem no equipamento. No equipamento, os componentes trabalham a temperaturas mais altas: cerca de 65 °C na resina, 75 °C no isocianato e 65 °C na mangueira. A pressão na pistola é de pelo menos 140 bar. O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. O tempo de gel é cerca de 4 segundos a 25 °C. A superfície deixa de ter pegajosidade em segundos, não em horas. A dureza sobe de cerca de 28 Shore A aos cinco minutos para cerca de 88 Shore A ao fim de quatro dias. A espessura total deve ser obtida numa única passagem. Onde um canto precisa de uma segunda passagem, esta deve seguir dentro de cerca de duas horas.
Numa obra em funcionamento, a rapidez de cura é a grande vantagem prática. Remates verticais, sumidouros e cantos interiores podem ficar concluídos antes da chegada do lote seguinte. A película é elástica. O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa, com resistência ao rasgamento à volta de 69 N/mm. Faz ponte sobre as fissuras em vez de romper quando o betão se movimenta.
Numa cobertura, a radiação solar é um parâmetro de dimensionamento e não um pormenor. A Polyurea Rayston é aromática: a radiação UV altera a cor, mas a película mantém a resistência. Onde a membrana fica exposta, um poliuretano alifático como Colodur ou Impertrans protege o aspeto. Um alongamento de cerca de 324 % permite à película acompanhar o movimento da laje entre o calor do dia e o fresco da noite. A absorção de água é muito baixa, cerca de 0,002 kg/m²·h^0,5, o que permite a uma membrana fina manter o teto seco. O produto tem marcação CE segundo EN 1504-2 e Avaliação Técnica Europeia 16/0148. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.
Ficha técnica da Polyurea Rayston
Depois da projeção, o trabalho decisivo está nos pontos singulares. Os sumidouros têm de ficar integrados na película e não rematados com mástique no dia seguinte. Os remates nas platibandas levam a mesma espessura da área corrente. O tráfego ligeiro é possível ao fim de algumas horas. A dureza final é atingida ao fim de alguns dias. Uma membrana aromática exposta deve receber o acabamento alifático antes do primeiro verão. Omita-o e a cor desbota. Se faltar espessura no sumidouro, o teto é o primeiro a acusar.
05 · Resultado
O que tem de garantir esta obra?
A cobertura precisa de uma membrana que se mova com ela. Esse dever cumpre-se no dia da projeção, no sumidouro tanto como no meio do vão.
06 · Produtos
Que produtos compõem o sistema?
Polyurea Rayston
Poliureia pura projetada a quente. Espessura típica 1,5–2 mm. Alongamento 324 %. Resistência às raízes ensaiada segundo CEN/TS 14416.
07 · FAQ
Perguntas frequentes
Qual é o tempo de gel da poliureia?
Polyurea Rayston gelifica em cerca de 4 segundos a 25 °C e deixa de estar pegajosa em segundos. A dureza final só é atingida ao fim de alguns dias.
Faz a pontagem de uma fissura?
O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa. A película foi concebida para alongar com o betão ou com o painel metálico, em vez de rasgar com o movimento.
Que espessura tem a poliureia?
O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.
Uma cobertura exposta precisa de acabamento?
Sim, se ficar ao sol. Um poliuretano alifático mantém a cor estável. A poliureia, por baixo, assegura a impermeabilização.
Que humidade pode ter o betão?
A humidade do suporte deve ficar abaixo de 4 %, com betão entre 10 e 40 °C. Em betão com mais humidade aplica-se um primário epóxi polvilhado com quartzo.
