Impermeabilização das coberturas do HCC Hospital
As coberturas do HCC Hospital foram impermeabilizadas com poliureia de projeção a quente em 2018, sobre salas que permanecem ocupadas.
01 · Visão geral
De que projeto se trata?
A cobertura de um hospital é uma responsabilidade discreta. Por baixo há enfermarias e corredores que não se podem esvaziar porque um teto começou a manchar. O trabalho tem de ficar limpo e, depois, ser deixado em paz.
Em 2018 as coberturas do HCC Hospital foram fechadas com poliureia pura. A membrana projetada da Krypton serve um edifício ocupado: uma passagem, uma cura curta e um filme que se move com a laje em vez de fissurar sobre as pessoas por baixo.
| Local | HCC Hospital |
|---|---|
| Ano | 2018 |
| Âmbito | coberturas hospitalares |
| Sistema | poliureia pura projetada a quente |
02 · Desafio
Que requisitos tinha a obra?
As coberturas hospitalares juntam instalações, ventilações e uma multidão de remates verticais. Cada um é um sítio onde a água pode ficar. A laje também se move entre o calor do dia e o fresco da noite. Um revestimento cimentício parece sólido até a primeira fissura capilar abrir sobre uma enfermaria.
03 · Solução
Que sistema foi especificado?
A poliureia de projeção a quente envolve esses remates no mesmo filme da cobertura plana. Polyurea Rayston gelifica antes de poder escorrer de uma face vertical. É assim que uma cobertura ocupada recebe um revestimento contínuo sem uma semana de secagem sobre doentes.
04 · Execução
Como foi executado o sistema?
O betão é preparado antes de qualquer aplicação de resina. A Polyurea Rayston, poliureia pura projetada a quente da Krypton, exige um suporte plano, compacto e coeso. A resistência ao arrancamento deve ser de pelo menos 1,4 N/mm². As fissuras são abertas e preenchidas previamente. Abre-se o poro por jato de areia a alta pressão ou por abrasão, e aspira-se o pó. A humidade do betão deve ficar abaixo de 4 %. A temperatura do betão situa-se entre 10 e 40 °C, e o ar deve ficar abaixo de 85 % de humidade relativa. Se houver suspeita de humidade ascendente na laje, aplicam-se duas demãos de primário epóxi, a segunda com polvilhamento de areia de quartzo. O metal é limpo e recebe um primário de poliuretano. É essa aderência que evita a formação de bolhas quando a estrutura aquece.
Uma cobertura no Egito está sujeita a sol direto, a grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite e ao pó trazido pelo vento. A membrana tem de manter a elasticidade enquanto a laje se movimenta, e uma película aromática sem proteção perde cor, embora mantenha a resistência.
A projeção é feita a quente e a cura é rápida. Os dois componentes são aquecidos a cerca de 25–30 °C antes de se carregarem no equipamento. No equipamento, os componentes trabalham a temperaturas mais altas: cerca de 65 °C na resina, 75 °C no isocianato e 65 °C na mangueira. A pressão na pistola é de pelo menos 140 bar. O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. O tempo de gel é cerca de 4 segundos a 25 °C. A superfície deixa de ter pegajosidade em segundos, não em horas. A dureza sobe de cerca de 28 Shore A aos cinco minutos para cerca de 88 Shore A ao fim de quatro dias. A espessura total deve ser obtida numa única passagem. Onde um canto precisa de uma segunda passagem, esta deve seguir dentro de cerca de duas horas.
Numa obra em funcionamento, a rapidez de cura é a grande vantagem prática. Remates verticais, sumidouros e cantos interiores podem ficar concluídos antes da chegada do lote seguinte. A película é elástica. O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa, com resistência ao rasgamento à volta de 69 N/mm. Faz ponte sobre as fissuras em vez de romper quando o betão se movimenta.
Numa cobertura, a radiação solar é um parâmetro de dimensionamento e não um pormenor. A Polyurea Rayston é aromática: a radiação UV altera a cor, mas a película mantém a resistência. Onde a membrana fica exposta, um poliuretano alifático como Colodur ou Impertrans protege o aspeto. Um alongamento de cerca de 324 % permite à película acompanhar o movimento da laje entre o calor do dia e o fresco da noite. A absorção de água é muito baixa, cerca de 0,002 kg/m²·h^0,5, o que permite a uma membrana fina manter o teto seco. O produto tem marcação CE segundo EN 1504-2 e Avaliação Técnica Europeia 16/0148. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.
Ficha técnica da Polyurea Rayston
Depois da projeção, o trabalho decisivo está nos pontos singulares. Os sumidouros têm de ficar integrados na película e não rematados com mástique no dia seguinte. Os remates nas platibandas levam a mesma espessura da área corrente. O tráfego ligeiro é possível ao fim de algumas horas. A dureza final é atingida ao fim de alguns dias. Uma membrana aromática exposta deve receber o acabamento alifático antes do primeiro verão. Omita-o e a cor desbota. Se faltar espessura no sumidouro, o teto é o primeiro a acusar.
05 · Resultado
O que tem de garantir esta obra?
O briefing sobre um hospital é que a cobertura possa ser esquecida. Tetos secos, uma membrana que conserve a elasticidade, e nenhuma visita de regresso para acabar uma demão que deveria ter ficado pronta no próprio dia.
06 · Produtos
Que produtos compõem o sistema?
Polyurea Rayston
Poliureia pura projetada a quente. Espessura típica 1,5–2 mm. Alongamento 324 %. Resistência às raízes ensaiada segundo CEN/TS 14416.
07 · FAQ
Perguntas frequentes
Qual é o tempo de gel da poliureia?
Polyurea Rayston gelifica em cerca de 4 segundos a 25 °C e deixa de estar pegajosa em segundos. A dureza final só é atingida ao fim de alguns dias.
Faz a pontagem de uma fissura?
O alongamento típico é 324 % e a resistência à tração 16,2 MPa. A película foi concebida para alongar com o betão ou com o painel metálico, em vez de rasgar com o movimento.
Que espessura tem a poliureia?
O consumo habitual é de 1,5–2,0 kg/m², para uma espessura de cerca de 1,5–2 mm. São valores da ficha técnica, não medições feitas nesta obra.
Uma cobertura exposta precisa de acabamento?
Sim, se ficar ao sol. Um poliuretano alifático mantém a cor estável. A poliureia, por baixo, assegura a impermeabilização.
Que humidade pode ter o betão?
A humidade do suporte deve ficar abaixo de 4 %, com betão entre 10 e 40 °C. Em betão com mais humidade aplica-se um primário epóxi polvilhado com quartzo.
